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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Revolução metrossexual


By Pontinho

Nos anos de 1960, acontecia a primeira revolução sexual. O resultado da pílula anticoncepcional e ideias de livre expressão da sexualidade era libertária em várias áreas do campo do conhecimento.

Na época essa liberdade promoveu uma concorrência maior dos homens para conquistar as mulheres com maior "sex appeal". Enquanto as mulheres competiam para se tornarem as mais cobiçadas nessa dança do acasalamento.

No final dessa década vimos um homem mais feminino, usando cabelos grandes, bolsas a tiracolo e ao mesmo tempo mulheres mais dispostas ao sexo sem compromisso. Mas isso duraria pouco graças aos ciúme e o processo inverso se instalaria.

As mulheres começaram a se vestir como homem e ir em busca do poderio econômico tanto quanto o homem. Nesse contexto trabalhavam duramente o máximo possível e à noite queriam compensar a qualquer custo. A cocaína é a droga do momento.

Essa era nossa fotografia até que a indústria pornográfica ganha dimensões estratosféricas. Pornografia nunca foi novidade a diferença é a disponibilidade e a facilidade de acesso 24h.

Os jovens entre 16 à 18 anos demonstram (segundo pesquisa) cada vez menos interesse por mulheres para relações sexuais reais. Tal fato justifica pela sua preferência por sexo virtual, pago ou não, ou assistindo filmes pornográficos. As mulheres se tornam desinteressantes ante os prazeres que recebiam mesmo que fossem falsos.

O ponto crucial desse movimento é o de que obrigar a mulher a tomar iniciativa em bares ou boites, ação que era tipicamente masculina. O homem agora pode ficar em um bar encostado esperando a abordagem feminina. Talvez a primeira vez que o homem consegue reverter um resultado, nessa longa história de vitórias femininas. E tudo isso graças a indústria pornô.

Àquela competição que surgiu entre as mulheres pela atenção dos homens nos anos de 1960, agora se agrava. As mulheres agora disputam com as mulheres desses filmes pornográficos, então as imitam. Vestem-se de forma cada vez mais provocante estreitando o "gap" entre o vulgar e o da moda. Começam a fingir orgasmos, a aceitar "fetiches" que a molestam e mostram exuberância siliconada nessa batalha.

As garotas que não seguem a esse padrão são tachadas de caretas e pouco atraentes.

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