sábado, 1 de março de 2014

Simples Assim! Oi!?


"Quem me dera,

ao menos uma vez,
que o mais simples fosse visto,
como o mais importante."

(Legião Urbana)

Caramba! Começou o Carnaval!

Carnaval só não é melhor porque termina em cinzas. Piegas, né!?

Mas a verdade é que, pelo menos, nos últimos 9 anos o desfile das Escolas de Samba me interessava muito menos que a dinâmica na casa mais assistida do Brasil. Esse ano tudo mudou!

Estou ansioso para que a Mangueira entre - na Sapucaí - no BBB14 para animar a galera. Só um beija-flor não adiantou. O Boss precisa tomar conta desse bloco de carnaval descompromissado, porque está faltando pulso esse ano. O pessoal é chamado para sala e alguns, leia-se Aline, permanece fazendo outras coisas e desobedece descaradamente.

Sinceramente não entendo como o cordão dos puxa-sacos dessa edição cada vez aumenta mais. Líderes e anjos são bajulados e até endeusados. Nesse reinado Tatiele foi cercada da dupla calafrio, duas Zumbis de verdade, que tentam conduzir o jogo a "bel-prazer" e com a ajuda misteriosa de seres fantasiados. O principal alvo dessa vez foi a Zumbi falsa Fran.

Agora uma jogada que passou despercebida pela maioria da audiência, e que os torcedores de Ângela teimam em justificar o injustificável, foi o fim do relacionamento meteórico de Ângela e Marcelo. Simples assim! (Coelho maluco!). Ângela "pegou" Marcelo para afastar Slin que se aproximava perigosamente para um romance. Na cabeça dela Slin é um forte competidor e a aliança com ele é estratégica. Uma investida de Slin, e um consequente fora poderia limar essa relação. "Sabiamente", Ângela avança em Marcelo para acabar com as esperanças de Slin. Funcionou bem!

Aranhângela só não esperava que Slin fosse o anjo da semana ganhando o poder de imunizar...Mudanças de planos da nova "Ângela" (não espere que eu diga nova Letícia...não digo! não digo! não digo!) que agora quer Slin novamente com esperanças afetivas. O grude aumentou e o nível de reclamação foi à estratosfera para receber o anjo e ganhar mais um paredão. Não duvide de um selinho na festa. (Nhec, nhec, nhec).

Mas a maldade do comentarista ainda não acabou. Não se surpreendam se as zumbis avançarem em Slin com o objetivo de conquistá-lo (ou o anjo) para que ele imunize Vanessa. Essa jogada levaria, provavelmente, Ângela para o paredão.

Entretanto se o coelho aqui fosse o Slin seu anjo seria usado como defesa e imunizaria Diego ou Fran. Sua escolha do casal foi equivocada e o expôs, coisa que nunca acontecia, tanto dentro da casa quanto para o público aqui fora. Caso Marcelo opte em votar nele somando-se aos Frangos somaria no mínimo 3 votos e estaria com alto risco de ir à berlinda no domingo.

Apesar desse possíveis arranjos, o mais provável é o paredão Diego e Fran. Até porque os 2 abusaram do mau humor durante o castigo do monstro entrando em looping de reclamação digno de Ângela ou Aline.

E o pior dessa brincadeira é que Aline conseguiu se desvencilhar de seus prováveis votos e possui grandes chances de nessa semana não receber voto algum.

Não sei se repararam...mas nosso Pierrot Marcelo está sempre no centro das atenções do programa...contudo é sempre agente da passiva. De qualquer modo ainda é o único que consegue desestabilizar a Ângela em seus discursos. E pela centésima milésima vez precisa mostrar a que veio antes que morra em eterno estado embrionário de herói da edição.

(E Coelho e as Escolas de Samba?)

Realmente o desfile das Escolas de Samba estão muito mais interessantes esse ano que esse Samba do Crioulo Doido do BBB14. Tomara que Boninho coloque seu bloco na Avenida e o BBB14,5 venha para tocar fogo no cabaré para que esse marasmo se transforme em cinzas.

Para simplificar a história...o mais importante desse jogo...é a oportunidade...de conversar com vocês...e é tão simples entender o que é importante...não é?
FELIZ CARNAVAL!!!


OS SAPOS 
Manuel Bandeira

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra. 

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!" 

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado. 

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos. 

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio. 

Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma. 

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..." 

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei" - "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!" 

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro. 

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quando é vário,
Canta no martelo." 

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!" 

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa; 

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No porão profundo
E solitário, é 

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio... 

1918.
(Poesia extraída do livro Carnaval)

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